Como planejar a migração do Project Online: inventário, ondas e cutover
Um método passo a passo para planejar a migração do Project Online para o Planner: inventário, desenho do destino, migração em ondas, validação e cutover sem perder histórico.
Migração boa não é sorte, é método
A migração do Project Online para o Planner tem um prazo firme: 30 de setembro de 2026. Depois disso, o acesso ao serviço acaba. Chegar lá com tudo migrado e sem perder histórico não é questão de sorte, é questão de método. Este artigo apresenta o passo a passo que usamos para conduzir migrações desse tipo, para você entender o que um bom projeto de migração envolve.
Para o panorama geral, veja o guia migração do Project para o Planner.
Fase 1: inventário e assessment
Tudo começa por saber o que você tem. Sem inventário, qualquer plano é chute. Nesta fase, levantamos:
- Projetos: quantos estão ativos, quantos encerrados, quais são críticos para o negócio.
- Customizações: campos personalizados, tabelas de pesquisa, modelos de projeto, fluxos de aprovação.
- Integrações: conexões com Power BI, Power Automate, sistemas de terceiros e relatórios.
- Pessoas e papéis: quem monta cronogramas, quem gerencia, quem só executa. Isso alimenta o dimensionamento de licenças.
- Volume de dados: tamanho dos sites, documentos anexados, histórico a preservar.
O resultado é um retrato fiel que define o tamanho, o prazo e o custo da migração, além da escolha do destino (Planner Premium, Project Server SE ou híbrido).
Fase 2: decisão de destino e licenciamento
Com o inventário em mãos, decidimos para onde cada coisa vai. Para a maioria, é o Planner Premium. Nesta fase, também dimensionamos o licenciamento: quantas licenças Project Plan 3 e Plan 5, e quem fica no básico. Fazer isso com base em uso real evita pagar por licenças ociosas ou deixar gerentes sem os recursos avançados. Veja licenciamento do Planner Premium.
Fase 3: exportação e backup
Antes de mover qualquer coisa, preservamos o que existe. Enquanto o Project Online está no ar, exportamos os dados via SharePoint e via os endpoints OData, validando cada exportação. Esse passo é inegociável, porque depois do prazo o acesso acaba. Detalhamos em como exportar e fazer backup do Project Online.
Fase 4: desenho do destino
Migrar não é copiar. É a chance de arrumar a casa. Nesta fase, modelamos no Planner e no Planner Premium a estrutura de planos, portfólios, campos personalizados e dependências, sobre o Dataverse. Também desenhamos as integrações que serão reconstruídas com Power Automate e os dashboards de portfólio no Power BI.
Fase 5: migração em ondas
Migrar tudo de uma vez é arriscado. Por isso trabalhamos em ondas: agrupamos projetos por área, criticidade ou prontidão e migramos lote a lote. Cada onda é validada antes da próxima. Isso reduz risco, permite aprender e corrigir cedo, e evita apagão de informação. Projetos encerrados podem ser apenas arquivados a partir do backup, sem remontagem.
Fase 6: validação de paridade
Depois de migrar cada onda, conferimos se o que chegou ao destino bate com a origem: número de projetos e tarefas, datas, dependências, campos personalizados e caminho crítico. Envolvemos os gerentes de cada projeto, porque ninguém melhor do que quem toca o projeto para confirmar que o cronograma migrado reflete a realidade. Registramos baselines novas no Planner Premium.
Fase 7: cutover controlado
O cutover é a virada oficial: o Project Online deixa de ser a fonte de verdade e o Planner assume. Fazemos isso de forma controlada, com data combinada, comunicação clara e um período de acompanhamento próximo para resolver dúvidas rapidamente. Como as ondas já foram validadas, o cutover é a formalização de algo que já está funcionando, não um salto no escuro.
Fase 8: adoção e evolução
A migração não termina no cutover. Acompanhamos a adoção do novo Planner, treinamos as equipes, ajustamos o que precisa e evoluímos com governança, automações e dashboards. É aqui que a empresa colhe o ganho de ter uma gestão de projetos mais moderna, e não apenas um destino novo.
O erro de deixar para depois
O maior risco dessa migração não é técnico, é de calendário. Empresas que deixam o grosso do trabalho para os últimos meses enfrentam gargalo, porque o time de TI fica com vários prazos convergindo e sem espaço para imprevistos. Começar o inventário e o backup cedo é o que transforma a aposentadoria em uma transição tranquila. Veja o cronograma da aposentadoria do Project Online.
Como a Fynx ajuda
A Fynx é Microsoft Solutions Partner (Data & AI) e conduz a migração do Project Online de ponta a ponta, com esse método: inventário, licenciamento, backup, desenho do destino, migração em ondas, validação, cutover e adoção. Fazemos um assessment rápido e devolvemos um plano com prazo e faixa de investimento. Fale com a gente e veja também o checklist de migração do Project Online para o Planner.
Referências oficiais da Microsoft
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Este conteúdo é técnico de propósito. Se você precisa disso funcionando na empresa inteira, com governança e dentro do ecossistema Microsoft, é aí que a Fynx entra.
Veja como funciona a nossa migração do Project para o Planner, do dado espalhado ao painel que a diretoria usa toda semana.
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