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Power BI6 min de leitura

Como usar cartões e KPIs (cards) no Power BI

Cartões e KPIs (cards) no Power BI: quando usar cada visual, como formatar para leitura rápida e os erros comuns que tornam o número confuso, com passo a passo.

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O primeiro número que a diretoria olha costuma ser mal apresentado

Quando alguém abre um dashboard, o olhar vai primeiro para os números grandes no topo: o faturamento, a meta, o total do mês. São eles que dão o resumo em um segundo, antes de qualquer gráfico. E é justamente aí que muitos relatórios tropeçam, com cartões mal formatados, casas decimais demais, sem contexto de meta, ou usando o visual errado para o que se quer mostrar. Saber usar cartões e KPIs (cards) no Power BI é dominar o elemento mais visível do painel. Este guia mostra quando usar cada tipo de visual de número em destaque, como formatá-los para leitura instantânea e os erros que transformam um número claro em algo confuso.

O visual de cartão mostra um número em destaque, e é a base de todo painel

O cartão, ou card, é o visual mais simples e mais usado para números em destaque no Power BI. Ele pega uma medida e a exibe grande, com um rótulo. É o que você usa para o total de vendas, a quantidade de clientes, a média de ticket. Sua função é entregar o número principal de imediato, sem exigir que o usuário interprete um gráfico. Por ser o primeiro elemento que o olho encontra, o cartão merece cuidado: um número bem formatado no topo dá o tom de todo o relatório. Para usar cartões e KPIs (cards) no Power BI com clareza, comece garantindo que cada cartão mostre uma coisa só, bem legível.

O cartão de vários valores agrupa números relacionados em um bloco

Além do cartão de valor único, o Power BI oferece o cartão de vários valores, o multi-row card, que exibe uma lista de números com seus rótulos em um único visual. Ele é útil quando você quer mostrar um pequeno conjunto de métricas relacionadas juntas, por exemplo os totais por região ou um resumo com poucas linhas, sem gastar um cartão separado para cada. A regra de bom senso é não abusar: se a lista fica longa, provavelmente uma tabela ou uma matriz comunica melhor. O cartão de vários valores brilha em resumos curtos, não em substituir uma tabela inteira.

Cada visual de número tem seu momento certo de uso

VisualQuando usarCuidado principal
Cartão (card)Um número principal em destaqueUm número por cartão, bem formatado
Cartão de vários valoresPoucos números relacionados juntosNão virar substituto de tabela
Visual de KPIValor com meta e tendênciaDefinir meta e direção do bom
Cartão novo com detalhesNúmero com rótulos e formatação ricaNão poluir com informação demais

O visual de KPI acrescenta meta e tendência ao número

Diferente do cartão simples, o visual de KPI foi feito para mostrar um indicador em relação a um alvo. Ele exibe o valor atual, compara com uma meta e sinaliza a tendência, geralmente com cor, para dizer se o resultado está bom ou ruim. É o visual certo quando o número só faz sentido contra um objetivo: vendas contra a meta do mês, produção contra o planejado. Para funcionar, ele exige que você defina duas coisas, a medida do valor e a medida da meta, e informe qual direção é a desejada, se maior é melhor ou o contrário. Bem configurado, o visual de KPI conta em um golpe de vista se a empresa está no caminho, o que um cartão puro não faz.

A formatação é o que separa um número claro de um número confuso

O erro mais comum em cartões não é escolher o visual errado, é formatar mal. Alguns cuidados resolvem a maioria dos problemas. Ajuste as casas decimais ao que importa: faturamento em milhões não precisa de centavos na tela. Use a formatação de moeda ou percentual correta na medida, para o número já sair certo em qualquer visual. Abrevie valores grandes, mostrando algo como mil ou milhão em vez de uma fileira de zeros que ninguém lê. Dê um rótulo claro, que diga exatamente o que aquele número é. E mantenha o tamanho da fonte compatível com a importância: o número principal deve ser o maior elemento da tela. Formatação não é enfeite; é o que torna o número legível em um segundo.

Contexto transforma o cartão em informação útil

Um cartão com um número solto informa pouco, porque o usuário não sabe se aquilo é bom ou ruim. Sempre que possível, dê contexto ao número em destaque: uma comparação com a meta, com o mês anterior ou com o mesmo período do ano passado. Isso pode vir do próprio visual de KPI, de um segundo cartão com a variação, ou de um pequeno texto de apoio. O objetivo é que quem olha entenda não só quanto foi, mas se foi bem. Um painel cheio de cartões sem contexto vira uma parede de números; um painel com poucos cartões bem contextualizados guia a decisão. Para desenhar painéis assim, veja nossos dashboards, os serviços de Power BI e o guia completo de Power BI para empresas.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre cartão e visual de KPI? O cartão mostra um número em destaque, sem comparação. O visual de KPI mostra o valor em relação a uma meta e sinaliza a tendência, dizendo se o resultado está bom ou ruim. Use KPI quando o número só faz sentido contra um alvo.

Quando usar o cartão de vários valores? Quando você quer exibir um pequeno conjunto de métricas relacionadas juntas, em poucas linhas. Se a lista cresce, uma tabela ou matriz comunica melhor, porque o cartão de vários valores não foi feito para grandes volumes.

Como abreviar números grandes no cartão? Ajustando a formatação da medida ou do visual para exibir valores em milhares ou milhões, em vez de mostrar todos os dígitos. Números longos cansam a leitura, e a abreviação mantém o cartão limpo e rápido de entender.

Por que meu número aparece com casas decimais demais? Porque a formatação da medida ou do visual não foi ajustada. Defina o número de casas decimais adequado ao indicador e aplique a formatação de moeda ou percentual na própria medida, para o número sair certo em qualquer lugar.

Como configurar a meta no visual de KPI? Você precisa de duas medidas, a do valor atual e a da meta, e deve indicar qual direção é a desejada, se maior é melhor ou pior. Com isso o visual compara os dois e sinaliza a tendência automaticamente.

Quantos cartões colocar em um painel? Poucos e bem escolhidos. Uma faixa com os principais indicadores no topo funciona bem; uma parede de cartões sem contexto confunde. Prefira poucos números em destaque, cada um com sua referência de meta ou período.

Comece o painel pelo número que importa

Cartões e KPIs são a primeira coisa que o usuário lê, então merecem o cuidado de escolher o visual certo, formatar para leitura instantânea e dar contexto de meta. Feito isso, o topo do painel guia a decisão em um segundo. Se quiser painéis com essa clareza, fale com a gente.

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