Pular para o conteúdo
Fynx
Business Intelligence6 min de leitura

BI para seguradoras: indicadores e casos de uso

BI para seguradoras: sinistralidade, índice combinado, prêmios, provisões e retenção, os casos de uso de Power BI e como começar no setor, com FAQ.

F
Fynx

A seguradora lucra na conta entre prêmios, sinistros e despesas, e essa conta é sutil

O negócio de uma seguradora é, no fundo, uma conta de probabilidade: ela recebe prêmios de muitos segurados e paga sinistros de alguns, e o resultado depende de precificar o risco corretamente e controlar os custos. Essa conta é sutil, porque o sinistro é incerto e pode demorar a se materializar, e uma seguradora pode parecer lucrativa e estar, na verdade, subprecificando risco que vai cobrar caro depois. Enxergar com clareza a relação entre prêmios, sinistros e despesas, no detalhe e no tempo, é essencial, e os dados costumam estar espalhados entre sistemas de emissão, de sinistros e financeiro. Um projeto de BI seguradoras existe para dar essa visão consolidada da conta que define o negócio. Este guia mostra os indicadores que importam, os casos de uso e como começar.

A sinistralidade e o índice combinado medem a saúde do negócio

Dois indicadores definem a saúde de uma seguradora. A sinistralidade é a relação entre os sinistros pagos e os prêmios ganhos: ela mostra quanto do que se arrecada está sendo consumido pelos sinistros. Mas a sinistralidade sozinha não conta tudo, porque a seguradora também tem despesas operacionais e de comercialização. Por isso o índice combinado, que soma a sinistralidade às despesas em relação aos prêmios, é o indicador mais completo: quando ele passa de cem por cento, significa que a operação de seguro em si está dando prejuízo, mesmo que resultados financeiros ainda salvem o resultado total. O BI permite decompor esses indicadores por ramo, por produto, por região, revelando onde a conta fecha e onde não fecha. Um painel de BI seguradoras que mostra sinistralidade e índice combinado vivos e decompostos é a ferramenta que revela a real rentabilidade técnica do negócio, para além da aparência do caixa.

Prêmios, provisões e retenção completam a visão

Ao redor da conta central, outros indicadores dão o quadro completo. Os prêmios emitidos e ganhos mostram o volume e o crescimento do negócio, por ramo e por canal. As provisões técnicas, as reservas que a seguradora precisa manter para honrar sinistros futuros, são centrais para a solvência e são acompanhadas de perto, inclusive pela regulação. A retenção de apólices, quantos segurados renovam, é vital porque adquirir um segurado custa, e a rentabilidade muitas vezes vem da renovação ao longo dos anos; uma retenção baixa corrói o valor da carteira. Acompanhar a emissão, as provisões e a retenção, junto com a sinistralidade, dá à seguradora a visão de crescimento, de solidez e de fidelização. O BI consolida esses indicadores que vivem em sistemas distintos, permitindo entender não só o resultado, mas suas causas: mais sinistros, despesas maiores, perda de carteira. Essa capacidade de explicar a conta é o que torna o BI indispensável na gestão de uma seguradora.

Os indicadores de seguradoras se organizam por área

IndicadorO que medeFonte
SinistralidadeSinistros sobre prêmios ganhosSinistros, financeiro
Índice combinadoSinistros mais despesas sobre prêmiosSinistros, despesas, financeiro
PrêmiosEmissão e crescimento por ramoSistema de emissão
Provisões técnicasReservas para sinistros futurosAtuarial, financeiro
RetençãoRenovação de apólicesEmissão, cadastro

Os casos de uso vão da rentabilidade técnica à regulação

O BI em uma seguradora atende a casos de uso que tocam o coração do negócio. A gestão de rentabilidade técnica monitora sinistralidade e índice combinado por ramo e produto, identificando onde a precificação está adequada e onde há prejuízo técnico. A gestão de sinistros usa o BI para acompanhar volume, custo médio, tempo de regulação e padrões que possam indicar problemas ou até fraude. A gestão comercial e de carteira acompanha emissão, retenção e o valor da carteira ao longo do tempo. E há a forte dimensão regulatória e atuarial: o setor de seguros é regulado pela SUSEP, com exigências de solvência, provisões e reporte, e o BI apoia o acompanhamento desses requisitos junto com a área atuarial. Em todos os casos, os dados envolvem informações de segurados, que são dados pessoais sob a LGPD, a Lei nº 13.709/2018, exigindo controle de acesso adequado. Esses casos de uso mostram como o BI conecta a operação da seguradora à sua rentabilidade técnica, à sua solidez e à sua conformidade, três dimensões que definem a sustentabilidade do negócio.

Como começar depende de integrar emissão, sinistros e financeiro

Começar um projeto de BI em uma seguradora passa por integrar as fontes que sustentam a conta do negócio: o sistema de emissão de apólices, o de sinistros, o financeiro e os dados atuariais. O primeiro trabalho é organizar esses dados em um modelo confiável, com dimensões de tempo, ramo, produto, região e canal, sobre o qual a sinistralidade, o índice combinado e os demais indicadores são calculados de forma consistente. Recomenda-se começar pela visão de rentabilidade técnica, sinistralidade e índice combinado decompostos, que é o que mais revela sobre a saúde do negócio, e evoluir para carteira, provisões e sinistros. Um cuidado importante é o alinhamento com a área atuarial, que trabalha com metodologias específicas, para que os números do BI sejam consistentes com as visões técnicas e regulatórias. A segurança dos dados de segurados e a conformidade com a LGPD precisam estar no projeto desde o início. Com as fontes integradas e o modelo bem estruturado, a seguradora ganha visão clara da conta que define seu resultado, enxergando a rentabilidade técnica real e não apenas a aparência do caixa. Para estruturar o BI da sua seguradora, veja nossas soluções, os serviços de analytics avançado e o guia completo de Power BI para empresas.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre sinistralidade e índice combinado? A sinistralidade é a relação entre sinistros pagos e prêmios ganhos. O índice combinado soma a isso as despesas operacionais e de comercialização. Quando o índice combinado passa de cem por cento, a operação de seguro em si dá prejuízo, mesmo que o financeiro salve o total.

Por que as provisões técnicas são importantes? Porque são as reservas que a seguradora mantém para honrar sinistros futuros, centrais para a solvência. São acompanhadas de perto, inclusive pela regulação, e dar-lhes visibilidade no BI ajuda a gerir a solidez do negócio.

Por que acompanhar a retenção de apólices? Porque adquirir um segurado custa, e a rentabilidade muitas vezes vem da renovação ao longo dos anos. Uma retenção baixa corrói o valor da carteira, então acompanhá-la é vital para a saúde comercial da seguradora.

Como o BI ajuda na gestão de sinistros? Acompanhando volume, custo médio, tempo de regulação e padrões dos sinistros. Isso permite identificar problemas, controlar custos e até detectar padrões que possam indicar fraude, além de alimentar a análise de rentabilidade técnica.

O BI de seguradora precisa atender à regulação? Sim. O setor é regulado pela SUSEP, com exigências de solvência, provisões e reporte. O BI apoia o acompanhamento desses requisitos em conjunto com a área atuarial, além de dar visão gerencial da rentabilidade técnica.

Por onde começar o BI em uma seguradora? Integrando emissão, sinistros e financeiro e entregando primeiro a visão de rentabilidade técnica, sinistralidade e índice combinado decompostos, que mais revela a saúde do negócio. É essencial alinhar com a área atuarial e cuidar da LGPD desde o início.

Enxergue a rentabilidade técnica, não só o caixa

O BI para seguradoras consolida sinistralidade, índice combinado, prêmios, provisões e retenção, revelando a rentabilidade técnica real do negócio, em alinhamento com o atuarial e a regulação. Se quiser estruturar o BI da sua seguradora, fale com a gente.

Quer aplicar isso na sua empresa?

A Fynx implementa BI, Power BI e Power Platform de ponta a ponta. Conte seu cenário e devolvemos um diagnóstico direto ao ponto.

Falar com um especialista

Vamos transformar seus dados em decisão?

Conte seu cenário. Devolvemos um diagnóstico e uma proposta com faixa de investimento em poucos dias úteis, sem folheto, direto ao ponto.